Simular Anexo J

Guia curto para perceber os 8 passos que o simulador segue quando existe Anexo J.

A pergunta prática é simples: se a sua declaração tem Anexo J, o que pode mudar no imposto final?

O IRSpro usa os dados disponíveis para estimar esse impacto. Reorganiza os rendimentos estrangeiros relevantes, compara as vias fiscais que interessam e mostra o resultado estimado mais baixo que os dados atuais ainda sustentam.

Aviso importante A informação deste artigo não constitui qualquer recomendação, nem dispensa a consulta necessária de entidades oficiais e legais.

Quando este guia é útil

Use esta página se tiver, por exemplo:

  • dividendos ou juros no estrangeiro;
  • vendas de ações, ETFs ou obrigações em corretoras estrangeiras;
  • derivados ou cripto em plataformas estrangeiras;
  • contas no estrangeiro que tenham de ser identificadas no Anexo J.

O que o IRSpro simula

O simulador tenta responder a uma pergunta: com os dados atuais, qual é o impacto fiscal mais provável dos rendimentos estrangeiros que entram no Anexo J?

Os 8 passos

  1. Fixar o perfil fiscal. O simulador começa pela residência, região, tributação individual ou conjunta e eventual prova de CDT. Quando o simulador consegue mapear país e tipo de rendimento, a tabela anual de CDT entra automaticamente como teto conservador do crédito de imposto da Categoria E. O remanescente pode continuar a exigir revisão manual.

  2. Apurar o rendimento de trabalho relevante. O valor usado nas contas progressivas é o rendimento coletável do trabalho, não o salário bruto. IRS Jovem, a dedução específica mínima de 4.462,15 € em 2025 e, quando existem dados salariais, o mínimo de existência entram antes desta etapa. Sem salário carregado, esse abatimento não é aplicado nem mostrado.

  3. Calcular a Categoria E. A Categoria E é calculada linha a linha. A taxa normal é 28% no Continente e 19,6% nas regiões; taxas agravadas podem ir a 35%. A retenção PT reduz a conta autónoma mostrada e o imposto estrangeiro também pode ser abatido automaticamente até ao limite aplicável que o simulador consegue mapear.

  4. Calcular a Categoria G. Cada linha parte de venda - compra - despesas. Quando a lei permite, o simulador aplica coeficiente monetário, desconto por antiguidade e isenção de cripto detido por 365 dias ou mais. Na via autónoma, o bloco de paraísos fiscais fica separado a 35%.

  5. Separar o bloco curto da Categoria G. O simulador isola o bloco positivo tributável de curto prazo dentro da Categoria G. Na simulação atual, esse bloco pode incluir títulos e lotes de cripto detidos há menos de 365 dias. FIM, FII e derivados não formam este bloco gatilho.

  6. Testar o englobamento obrigatório. O teste usa: rendimento coletável do trabalho + Categoria E apenas se estiver englobada + o bloco positivo da Categoria G relevante para o teste. Em tributação conjunta, o simulador divide esse total por 2. Se o valor por sujeito atingir ou ultrapassar 83.696 €, esse bloco curto afetado deixa de poder ficar na via autónoma. As perdas anteriores não entram neste limiar. Quando isso acontece, o resumo final separa a parte ainda apurada pelos escalões, a parte acima do topo do último escalão e o adicional de solidariedade, em vez de fingir uma taxa única sobre todo o bloco.

  7. Comparar os cenários legais. O IRSpro compara até quatro caminhos: sem englobamento, só E, só G, ou E+G. Quando uma categoria entra em englobamento, o valor mostrado é o diferencial marginal dentro do IRSprogressivo, sem dupla tributação. As perdas anteriores da Categoria G só entram nas vias que as podem usar legalmente.

  8. Escolher o menor imposto estimado disponível. O total final soma a Categoria E + o montante da Categoria G usado na via escolhida + eventual bloco separado de paraísos fiscais quando ainda se aplica, sem criar imposto negativo. Se faltarem dados essenciais, o simulador mostra apenas as comparações que consegue sustentar.

Como ler o resultado

Comece por estes quatro pontos:

  1. O total final estimado.
  2. O efeito da Categoria E.
  3. O efeito da Categoria G.
  4. Eventuais avisos sobre englobamento obrigatório ou dados em falta.

Se o cartão mostrar 0,00 €, isso não significa automaticamente que não há nada a declarar. Pode significar perda, isenção, ausência de imposto adicional nessa via ou base reduzida a zero.

O que esta simulação não faz

  • Não substitui a revisão final da declaração.
  • Não elimina a necessidade de confirmar países, códigos, retenções e contas no estrangeiro.
  • Não transforma dados incompletos numa resposta certa.

Numa frase

Simular Anexo J é estimar quanto os rendimentos de investimento no estrangeiro podem alterar o IRS final antes de importar o XML ou submeter a declaração.

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Importante A informação deste artigo não constitui qualquer recomendação, nem dispensa a consulta necessária de entidades oficiais e legais.