Como Declarar Bybit no IRS em Portugal

Este guia explica que ficheiros da Bybit deve exportar, o que o IRSpro lê em cada um e quando o uso do Bybit Card gera um evento tributável de cripto para fiat.

1. Que ficheiros da Bybit deve carregar?

Use os CSVs originais das áreas que efetivamente utilizou.

  • AssetChangeDetails da Unified Trading Account (UTA) para trades spot.
  • AssetChangeDetails de Funding / Account para depósitos, transferências, funding do cartão e créditos promocionais.
  • assetHistory_bybitCardTransactionHistory da área Bybit Card se utilizou o cartão.

Carregue os ficheiros .csv originais sem os editar.

2. O que o IRSpro lê em cada ficheiro

  • CSV de trades da UTA: compras e vendas liquidadas em fiat, como BTCEUR ou USDCEUR.
  • CSV de funding: depósitos em fiat, transferências internas, Airdrop Bonus e as linhas que provam quando o cartão obrigou a uma conversão de cripto para fiat.
  • CSV do histórico do Bybit Card: contexto do comerciante usado para explicar essas conversões no audit final.

3. O que é tributável e o que é ignorado

O IRSpro trata os principais movimentos da Bybit desta forma:

  • Compra de cripto com fiat: aquisição normal, mantida para FIFO e contagem do período de detenção.
  • Venda de cripto para fiat: alienação tributável, encaminhada conforme o período de detenção.
  • Trades cripto-para-cripto: tratados, para já, como swaps não tributáveis.
  • Depósitos em fiat e transferências internas entre Funding e UTA: ignorados como movimentos não tributáveis.
  • Créditos Airdrop Bonus: registados como inventário a custo zero.

4. Como o Bybit Card é tratado

Usar o cartão não é automaticamente um evento tributável por si só.

O IRSpro só cria uma alienação tributável quando o ledger de funding mostra que houve primeiro venda de cripto para gerar fiat que financiou o pagamento com o cartão.

Exemplo típico:

  • sai USDC da wallet de funding;
  • aparece uma linha EUR Coin Purchase;
  • o EUR Purchase resultante é usado pelo cartão.

Nesse caso, o evento fiscal relevante é USDC -> EUR, e não o pagamento no comerciante em si.

Se o cartão usou saldo EUR já existente na conta, não é criada qualquer alienação de cripto.

5. Onde entra a cripto da Bybit no IRS

  • Detenção inferior a 365 dias: Anexo J, Quadro 9.4A.
  • Detenção igual ou superior a 365 dias: Anexo G1, Quadro 7.

Como a Bybit é uma plataforma estrangeira, as alienações de cripto comum de curto prazo são tratadas como ganhos de fonte estrangeira.

6. Checklist prático

  • Exporte os CSVs originais da Bybit para o período completo em que usou a conta.
  • Inclua o CSV de Funding sempre que tiver usado o Bybit Card.
  • Inclua o CSV do Card History se quiser que o audit final mostre também o contexto do comerciante.
  • Reveja manualmente os dados de conta estrangeira se precisar do Anexo J Quadro 11.

7. Aviso

Este guia é orientação prática de produto e não constitui aconselhamento jurídico ou fiscal. O tratamento fiscal final depende sempre da sua situação concreta e das regras oficiais da Autoridade Tributária.